SOS - AMAZÔNIA


07/06/2008


ACREANOS ILUSTRES

POESIAS

Exaltação do amor

Por J. G. de Araujo Jorge, do livro Bazar de Ritmos - 1935

Sofro, bem sei...Mas se preciso for
sofrer mais, mal maior, extraordinário,
sofrerei tudo o quanto necessário
para a estrela alcançar...colher a flor...

Que seja imenso o sofrimento, e vário!
Que eu tenha que lutar com força e ardor!
Como um louco talvez, ou um visionário
hei de alcançar o amor...com o meu Amor!

Nada me impedirá que seja meu
se é fogo que em meu peito se acendeu
e lavra, e cresce, e me consome o Ser...

Deus o pôs...Ninguém mais há de dispor!
Se êsse amor não puder ser meu viver
há de ser meu para eu morrer de Amor!

Biografia

 

José Guilherme de Araújo Jorge nasceu em 20 de maio de 1914, na Vila de Tarauacá, Estado do Acre. Filho de Salvador Augusto de Araújo Jorge e Zilda Tinoco de Araujo Jorge.

Descendente, pelo lado paterno, de tradicional família alagoana: os Araujo Jorge. Sobrinho do embaixador Artur Guimarães de Araujo Jorge (autor de inúmeras obras sobre Filosofia, História e Diplomacia), sobrinho neto de Adriano de Araujo Jorge, médico, escritor, grande orador, foi presidente perpétuo da Academia Amazonense de Letras, e do professor Afrânio de Araujo Jorge, fundador do Ginásio Alagoano, de Maceió. Pelo lado materno, dos Tinocos, dos Caldas e dos Gonçalves, de Campos, Macaé, e São Fidélis, Estado do Rio.

Passou sua infância no Acre, em Rio Branco, onde fez o curso primário no Grupo Escolar 7 de Setembro. No Rio de Janeiro-Capital, realizou curso secundário nos colégios Anglo-Americano e Pedro II. Colaborou desde menino na imprensa estudantil. Foi fundador e presidente da Academia de Letras do Internato Pedro II, no velho casarão de São Cristovão, consumido pelas chamas muitos anos depois. Data dessa época, ainda ginasiano, sua primeira colaboração na imprensa adulta: em 1931, viu publicado seu poema "Ri Palhaço, Ri" no "Correio da Manhã", depois transcrito no "Almanaque Bertand" de 1932. Entretanto, esse como outros trabalhos desse tempo, não foram incluídos em seus livros. Colaborou também no jornal "A Nação"; nas revistas "Carioca", "Vamos Ler" etc. Formou-se pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil.

Em 1932, no Externato Colégio Pedro II, em memorável certame, foi escolhido o "Príncipe dos Poetas", sendo saudado na festa por Coelho Neto, "príncipe dos prosadores brasileiros" recebendo das mãos da poetisa Ana Amélia, presidente da Casa do Estudante, como prêmio e homenagem, um livro ofertado por Adalberto Oliveira, então "Príncipe da Poesia Brasileira".

Na Faculdade de Direito foi o fundador e o 1º Presidente da Academia de Letras, que teve como patrono Afrânio Peixoto, então professor de Medicina Legal. Foi locutor e redator de programas radiofônicos, atuando nas Rádios Nacional, Cruzeiro do Sul, Tupi e Eldorado. Em 1965, era professor de História e Literatura, do Colégio Pedro II.

Orador oficial de entidades universitárias, (do CACO, da União Democrática Estudantil, precursora da UNE, da Associação Universitária etc). Ainda estudante, venceu concursos de oratória. Em Coimbra recebeu no título de "estudante honorário" e fez Curso de Extensão Cultural na Universidade de Berlim.

Com irrefreável vocação política, foi candidato a vários cargos públicos. Elegeu-se Deputado Federal em 1970 pelo antigo Estado da Guanabara, reelegendo-se já para o seu terceiro mandato em 1978. Ocupou a vice-liderança do MDB e a presidência da Comissão de Comunicação na Câmara dos Deputados.

Politicamente participou sempre das lutas anti-fascistas, como democrata e socialista. Lutou, ainda estudante, contra o "Estado Novo". Foi preso e perseguido várias vezes durante esse período. Deixou de ser orador de sua turma por estar detido na Vila Militar, sob as ordens do general Newton Cavalcanti, durante todo "estado de guerra" de 1937.

Foi conhecido como o Poeta do Povo e da Mocidade, pela sua mensagem social e política e por sua obra lírica, impregnada de romantismo moderno, mas às vezes, dramático. Foi um dos poetas mais lidos, e talvez por isso mesmo, o mais combatido do Brasil.

Faleceu em 27 de janeiro de 1987, no Rio de Janeiro, Capital.

Escrito por EDSON AMORIM às 04h18
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FOTOS HISTÓRICAS - ACRE 1905


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Escrito por EDSON AMORIM às 03h20
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06/06/2008


ELEIÇÕES - FIQUE POR DENTRO

AS CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE

 
O que são condições de elegibilidade e inelegibilidades?

A Constituição brasileira distingue entre condições de elegibilidade e causas de inelegibilidade. As condições de elegibilidade são requisitos básicos a serem preenchidos para que o cidadão possa concorrer a eleições. Já as inelegibilidades constituem impedimentos que obstam o cidadão de concorrer a eleições, embora preencha os pressupostos de elegibilidade.

Quais são as condições de elegibilidade?
São condições de elegibilidade: a nacionalidade brasileira, o pleno exercício dos direitos políticos, o alistamento eleitoral, o domicílio eleitoral na circunscrição, a filiação partidária e a idade mínima para concorrer às eleições.

É necessário ser brasileiro para concorrer às eleições?
Sim. Os cargos de Presidente e de Vice-Presidente da República são privativos de brasileiro nato, conforme determina o art. 12, § 3º da Constituição Federal. Os demais cargos eletivos – governador, vice-governador, senador, deputado federal, deputado estadual, deputado distrital, prefeito, vice-prefeito e vereador – podem ser disputados e ocupados também por brasileiros naturalizados.

Quem está no pleno gozo dos direitos políticos?
Só pode ser candidato e, de conseqüência, ser eleito o cidadão brasileiro que estiver no gozo pleno de seus direitos políticos, ou seja, quando possa alistar-se, votar, ser votado, participando das atividades do Estado. Aquele que teve suspenso ou perdeu seus direitos políticos não está no pleno gozo destes direitos.

Quando ocorre a suspensão dos direitos políticos?
A suspensão dos direitos políticos pode ocorrer por:
a)
incapacidade civil absoluta;
b)
 condenação criminal com trânsito em julgado enquanto durarem seus efeitos;
c) prática de atos de improbidade administrativa.

Quando ocorre a perda dos direitos políticos?
O cidadão pode ser privado, definitiva ou temporariamente, de seus direitos políticos. Ele perde definitivamente os direitos políticos quando o brasileiro naturalizado tiver cancelada sua naturalização por prática de atividade nociva ao interesse nacional.

O que é o alistamento eleitoral?
O alistamento é o processo pelo qual o cidadão vai provar sua qualidade para se tornar eleitor, com base no que será feita sua inscrição no cadastro dos eleitores.

O que é o domicílio eleitoral?
O domicílio eleitoral na circunscrição, pelo prazo que a lei estabelece, de um ano, no mínimo, antes do pleito, é uma condição de elegibilidade, nos termos do que dispõe o art. 14, § 3.º, IV da Constituição Federal.

Para ser candidato é necessário estar filiado a um partido político?
Sim, em nosso sistema democrático só podem ser candidatos cidadãos que estejam regularmente filiados a partidos políticos. O prazo mínimo de filiação partidária é de um ano antes do dia das eleições.

Qual é a idade mínima para concorrer às eleições?
A Constituição Federal estabelece a idade mínima para que o cidadão possa postular o mandato eletivo como uma das condições de elegibilidade.

Presidente e Senador

35 anos

Governador

30 anos

Prefeitos e Deputados

21 anos

Vereadores

18 anos

 

Escrito por EDSON AMORIM às 20h48
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ELEIÇÕES 2008

 

    

   Edson Amorim

Acadêmico do Curso de Economia UFAC

 

 

Quem é o eleitor do ponto de vista dos candidatos?

Antes de ir adiante e para evitar que se fala sem fundamentar esclareço:

A) O voto não é obrigatório. O que é obrigatório é o comparecimento às urnas (pode-se justificar a ausência, em certos casos);

B) Os votos em branco não se consideram válidos e, por isso, não entram no cálculo do coeficiente eleitoral e do coeficiente partidário (impede-se que o voto em branco atue na diminuição da importância dos partidos políticos).

Exemplificando:

Total de votos 150.000
Votos válidos 100.000
Votos em branco 50.000
Vagas para deputado federal 100
Coeficiente eleitoral = 100.000/100= 1000 (assim, um partido conquistará tantas vagas quantas vezes esse coeficiente couber nos seus votos).

Votos dos candidatos e os da legenda:

RT -50.000 (válidos)
FH -20.000
GJ - 20.000
KL -10.000

Coeficiente partidário:
50.000/1000 = 50 cadeiras
40.000/1000 = 40 cadeiras
20.000/1000 = 20 cadeiras
20.000/1000 = 20 cadeiras
10.000/1000 = 10 cadeiras
total de cadeiras ocupadas = 140 cadeiras

falta apurar 60 cadeiras, calculadas assim:

RT - 50.0000/50+1=980 – ganha + 1 cadeira (maior número no resultado da operação
40.000/40+1= 976
20.000/20+1= 952
10.000/10+1= 909

RT - 50.000/51+1= 962 – ganhou outra cadeira (número maior)
40.000/40+1=976 – ganhou + 1 cadeira – então: 40.000/41+1= 952
20.000/20+1=952
10.000/10=1-909

e, desse modo, sucessivamente até completar as 60 cadeiras restantes.

Se os votos em branco fossem considerados

Total de votos 150.000
Votos válidos 100.000
Votos em branco 50.000
Vagas para deputado federal 100
Coeficiente eleitoral = 150.000/100 = 1500

Votos dos partidos e o coeficiente partidário (número de cadeiras):

RT -50.000 (válidos)/1.500 = 33 cadeiras
FH -20.000/1500=13 cadeiras
GJ - 20.000/1500= 13 cadeiras
KL -10.000 = 6 cadeiras
Total = 65 cadeiras preenchidas desse modo.

Observação – os partidos “menores” passam a ter que conquistar mais votos quando o coeficiente partidário é maior.

O cálculo do remanescente = votos válidos do partidos (legenda e candidatos) divididos pelo coeficiente partidário + 1

RT 50.000/33+1=1.471 – ganhou mais uma cadeira (número maior)
FH 20.000/13+1=1.429
GJ
KL 10.000/13=1=714

50.000/34+1=1428
FH = 1429 (v. supra) – ganhou mais uma vaga.

E assim, sucessivamente, até o preenchimento das 35 cadeiras remanescentes.

Ratifica-se: o voto em branco enfraquece a democracia partidária exagerada (no nosso caso falida), sendo certo que tais entes associativos (de direito privado) mostram-se com a sua identidade comprometida (e a legitimidade da representação, também).

3) está mais do que provado a influência da mídia de massa no resultado das eleições, bem como a existência da imprensa marrom, no âmbito eleitoral (a globo colocou e tirou o Fernando Collor de Melo);

4) os partidos políticos deveriam apresentar projetos ou propostas diferentes, pois sem isso a confusão se instala para o eleitor, de modo que hoje se tem muitos partidos iguais em aparência, prometendo o que uma pesquisa disse que seriam as pretensões maiores dos eleitores. Ou seja, trata-se o eleitor como se fosse alguém sentado na cadeira marcada pelo cineasta; melhor dizendo: como aquele que aceitará sua proposta sem maiores reflexões, eis que haveria a identificação com as promessas. Ou seja, o que se está dizendo é que você eleitor é burro!

Os “Brancosos”

A pergunta que não quer calar: se os votos em branco não são considerados válidos, por que votar em branco?

Em nível imediato, como se viu, os “partidos menores” seriam valorizados (mais não tanto assim, pois haverá um coeficiente que corresponde ao número mínimo de votos para Ter direito a uma cadeira). De todo modo, o candidato eleito ocupando vaga do partido estaria exercendo o mandato com uma legitimidade baixa, o que seria (em potência) um meio para atingir todos os parlamentares, invocando-os para a necessidade de se aumentar o grau de representatividade efetiva, sob pena de viverem um (potencial) pesadelo.

Mas, não importa só o efeito imediato. É bem provável que se instaure um movimento de alteração da legislação eleitoral, proibindo-se, por exemplo, aquela pessoa que está sendo processada criminalmente, sem o trânsito em julgado, de participarem do pleito eleitoral, temporariamente.

É aceitável a tese de que a inelegibilidade nesse caso se restrinja a certos crimes, ou seja, pode-se aceitar um juízo seletivo negativo, com temperamentos, a respeito de tal restrição.

Movimentar-se para onde?

Talvez estejam dizendo um pouco menos: que não estamos atuando como sujeitos, como cidadão, como alguém que deseja conquistar direitos, esforçando-se para isso.

Ah! Aqui tem um gancho para falar algo importante: dá mesma forma que a câmara não deve ir em direção ao ator de uma telenovela para frisar a seu mando uma emoção, da mesma forma que esse ator não deve exigir isso, o candidato não deve dirigir-se ao eleitor, pois de outro modo fere a sua pretensão de ser sujeito ativo no processo eleitoral.

Em outros termos: quer estimular escolhas melhores (sabendo-se que o sentido de melhor muda com o tempo) deixe campo para o eleitor investigar a história do candidato, deixa espaço para ele animar-se a buscar informações por conta própria e que faça isso não apenas de modo imediato, às véspera das eleições.

Equívocos ou impedimentos para a democracia plural

O Estado democrático não deve se meter em campo onde reside apenas a moral. Assim, o ente público não deve, por exemplo, forçar uma pessoa a casar a partir de certa idade ou limitar a possibilidade de se ficar solteiro estabelecendo um teto.

No caso das eleições, o Estado não pode ferir o direito do eleitor de votar em branco ou de anular seu voto. Sem a possibilidade de escolha, incluindo-se esse tipo de escolha, não haverá democracia.

O leitor poderá está pensando assim: em que será útil votar em branco ou nulo, ou seja, quais as conseqüências disso? Não será melhor escolher o menos pior?

Sei lá. Parece com aquela outra justificativa: é melhor votar em fulano do que em sicrano, pois aquele “roupa mais faz”.

É preciso romper com esse tipo de idéia. Deve-se eleger apenas as pessoas que apresentam capacidade para o exercício do cargo e que sejam também honestas.

Aqui outro gancho para falar algo importante: há aparatos institucionais que diminuem a importância do “voto certo”. Um deles é a possibilidade de o candidato processado criminalmente ter direito de participar do pleito, desde que não ocorra o trânsito em julgado (quer dizer pode ter cometido um crime e participar da eleição, embora antes de eleito possa ser privado da liberdade temporariamente!) Outro aparato institucional: Na Câmara Federal o eleito será apenas mais um se não se juntar a outros e nesse processo acontecem negociações, trocas de favores políticos, sendo certo que apenas o grupo dominante que representa os que deram dinheiro para a sua campanha (hoje, advirta-se, essa campanha talvez esteja mais cara do que antes, pois foram proibidos comícios com show e o povão não vai se for só para escutar o blá blá blá).Vale o contato com o presidente da comunidade, delegando-se a ele o poder de agradar os membros da comunidade, dando óculos, dentadura, etc., o que é ilegal e deveria ser objeto de controle pelos juízes eleitorais.

Votar sem eleger?

Bom. A pergunta que não quer calar: qual a importância do voto em branco ou nulo?

Ah! Exatamente esta: a de demonstrar que não se concorda com os meios institucionais dirigidos para uma eleição de “cartas marcadas” pelos chefões dos partidos políticos (lembrar: os partidos não cumprem sua função de ente que deve intermediar os anseios sociais, levando-os para serem incluídos em leis e realizados, administrativamente, através do Poder Executivo.

Outra observação: você sabe quem escolhe os Desembargadores? Não? A resposta: o governador. Saibam que os Desembargadores comporão os tribunais regionais eleitorais e que esses decidem sobre se houve ou não violação das regras do jogo.

Que significa ser eleito?

Opa! um gancho: falou-se em jogo. Que dizer, portanto, que uns vão gritar no fim: “ganhamos!!”

O que significa isso? O que quer dizer “ganhamos”? Quer dizer que as pretensões projetadas, os nossos desejos poderão ser realizados. Apenas poderão.

Democracia e memória

Bom. A história mostra que isso não tem acontecido, de modo satisfatório. Exemplos: verificar a saúde pública, a segurança pública, etc.

Assim, o fim da história, ou melhor, a finalidade do estudo da história não tem mostrado a concretização da vontade do povo como sendo objetivo dos eleitos, mas, isto sim, a realização dos desejos dos que detém o poder econômico (a seleção de prioridades a serem objeto de gestão pelo ente público é uma decisão que toma em conta principalmente os interesses econômicos e não, como deveria ser, a norma ou princípio da dignidade da pessoa humana).

Mas o estudo da história uma finalidade: falar algo que mecha nos dados armazenados em sua memória, trazendo esse dado ao presente, possibilitando-se a construção de sentidos novos para esse dado ou indicando a necessidade de se mudar de estrada para se alcançar certo desejo insatisfeito.

De todo modo, deve ficar claro: democracia se constrói diariamente e, não, apenas, no momento do voto. E se constrói em diversos ambientes: a relação entre pais e filhos deve ser democrática, ou seja, deve-se escutar o desejo do filho, considerando-se sua maturidade. Em âmbito escolar o professor deve respeitar o aluno, o seu entendimento diferente, etc. Na empresa o capitalista deve pensar na primazia do trabalho, na valorização do trabalhador não apenas pelo que ele produz de lucro, mas vendo-o como uma pessoa digna.

Em âmbito eleitoral: o Estado deverá transferir a idéia de soberania e de autonomia ao povo, de modo que esse possa exercer o poder estatal, escolhendo livremente seus representantes (nossa democracia representativa está falida!), só interferindo quando houver violação de bens juridicamente protegidos, ante escolhas sociais prévias.

Ou seja, o Estado de direito democrático (as pessoas que exercem o poder estatal) não pode mais ser um mero ente abstrato (sem corpo e alma correspondente). Deve ser um instrumento de realização dos direitos fundamentais” de todas as dimensões.

Algumas propostas de reformas eleitorais

Seguem algumas sugestões para uma reforma das regras do jogo eleitoral, mas sabe-se que isso não é suficiente, pois muitas leis apenas indicam a violação prévia das condutas nelas postas, de modo que a educação política deve ser aprimorada, visando-se elevar a expressão da cidadania. Mas, vá lá – as sugestões:

- voto ponderado- o eleitor poderia votar em 3 candidatos, atribuindo-se pesos diferentes a tais escolhas (isso possibilitaria o aprimoramento da escolha do melhor candidato, dando-se ênfase ao índice de rejeição);

- voto distrital misto – facilita o conhecimento do candidato, pois alguns seriam eleitos apenas em certo âmbito territorial do Estado, enquanto outros em todo esse âmbito (a proposta seria mais pertinente no que tange aos vereadores – distrito = a divisão de áreas contendo tantos bairros);

- voto facultativo – votar quem pretende exercer o direito, aceitando as regras do jogo;

- diminuição do número de partidos- propicia a verdadeira identificação do eleitor com a ideologia do partido, de modo que deixaríamos de ter uma democracia partidária falida;

- aumentar os meios de participação direta nas decisões estatais (implementar, inclusive, a médio/longo prazo, os meios de realização de uma democracia deliberativa);

fidelidade partidária- o estatuto poderá continuar a prever a expulsão, mas apenas em casos excepcionais, quando a essência da ideologia ficasse comprometida pela atuação do parlamentar e expulso o eleito ficaria submetido a inelegibilidade durante um pleito eleitoral, mais multa em favor do erário, etc. (evitaria partido político dirigido por donos);

- proibição de propaganda – idem infra;

- divulgação da listas dos candidatos – isso já é feito pela Justiça Eleitoral, mas deve ser de modo a favorecer o movimento do eleitor no sentido de procurar saber quem é candidato, bem como o conhecimento da história do candidato;

- inelegibilidade ampliada – incluem-se casos dos processados, sem trânsito em julgado, portanto, pessoas de idoneidade duvidosa para gerir recursos públicos. Esse sujeito ficaria temporariamente afastado dos pleitos, da mesma forma como se admite a privação da liberdade em medida cautelar em sede criminal (evidentemente a denunica do Ministério Público deverá mostrar-se séria para o Juiz decidir a respeito da participação do candidato no certame eleitoral;

- tribunais independentes – o Preseidente do TRE não pode ser um Desembargador Estadual. Os juizes do TRE e do TSE seriam escolhidos, pois a indicação política pode viabilizar contato suspeito entre os Poderes Constituídos;

- educação política – qualificação do eleitor, desde o primário, conscientizando a respeito dos direitos e deveres e da necessidade de participar, possibilitando-se isso nas eleições dos diretores de escolas, etc.
- Curso de formação obrigatório para agente político, visando a qualificação do candidato, onde estudaria português, ciência política, filosofia, introdução ao direito, etc.

Algumas conclusões

- Os votos em branco não são considerados válidos, mas se trata de um direito do eleitor votar sem eleger.

- Os “brancosos” ajudam a conscientização da necessidade de se praticar o poder estatal com base em legitimidade popular.

 

Edson Amorim

Revista Jus Vigilantibus/Helio Estellita Herkenhoff Filho

 

Escrito por EDSON AMORIM às 20h15
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04/06/2008


COMBATE A DENGUE

CITRONELA

12101.jpgEssa planta é parecida com a erva-cidreira e de suas folhas é retirado um óleo capaz de deixar os bichos bem longe do corpo e do lado de fora dos ambientes. Tanto poder tem uma razão química: o óleo essencial tem mais de oitenta componentes, entre eles citronelal, geraniol e limoneno, agentes que afugentam moscas e mosquitos. O cheiro é semelhante ao do eucalipto e, segundo a aromaterapia, tem propriedades tônica, anti-séptica e desinfetante. Além do óleo essencial, é possível encontrar mudas da planta e vários produtos à base de citronela, como loções e sprays, para a pele, e velas e incensos, para a casa. O melhor para ambientes é usar o óleo essencial aquecido em difusor. Siga as receitas a seguir e aproveite os efeitos da citronela no corpo, nos ambientes e no jardim.

Óleo de citrolena para o corpo

Misture uma parte de óleo essencial de citronela (de boa procedência) com duas partes de óleo de amêndoa, uva ou camomila. Para bebês, a mistura pode ser mais diluída, feita com uma parte de óleo essencial para três de óleo-base.

Dentro de casa

Para ambientes com até 16 m2, pingue três gotas do óleo essencial de citronela na água de um difusor (peça de cerâmica encontrada em farmácias homeopáticas e casas especializadas em aromaterapia). Se necessário, renove a água com essência a cada cinco horas. A aromaterapeuta Maria Mizrahi recomenda ligar o aparelho duas ou três horas antes da utilização do ambiente, pois o aroma é cítrico e pode irritar as vias respiratórias ou causar sensação desagradável.

No vaso, no canteiro e no jardim

Por ser um tipo de capim, a citronela é de fácil multiplicação e não requer grandes cuidados. Reparta as mudas (tiradas de uma touceira ou adquiridas em lojas de jardinagem), corte as folhas e enterre o talo verde com um chumaço de raiz numa cova de tamanho proporcional, cavada em lugar ensolarado. Cubra com terra misturada a material orgânico (esterco de galinha ou gado). A planta atinge 1 m de altura e de circunferência e não costuma atrair pragas.

Escrito por EDSON AMORIM às 23h26
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SÓ LEMBRANDO....

 

Divulgação
     Osvaldo Leal

O médico Osvaldo Leal é natural de Pernambuco e veio ao Acre pelo Exército Brasileiro, em 1999, “coincidentemente – diz – no primeiro ano do governo Jorge Viana”. Ele foi morar em Plácido de Castro, onde ficou dois anos. Quando saiu do Exército assumiu a direção do hospital local. Depois disso veio para Rio Branco fazer o mestrado que então era oferecido pela Fundhacre. Também fez concurso para a UFAC e hoje é professor na instituição.

Com a perspectiva de se tornar um hospital universitário, a Fundhacre criou uma gerência de ensino, para trabalhar estas questões acadêmicas e já há dois anos Osvaldo Leal está nesta gerência de ensino, na tentativa – segundo ele – “de com os outros colegas organizar a Fundhacre para ser um ambiente acadêmico, ambiente de formação de pessoas e em conseqüência disto melhorar a qualidade de assistência”. Para Leal estes dois aspectos devem evoluir juntos.

E ele adianta que não é apenas em medicina que se pretende ampliar o ensino. A Fundhacre estuda para o ano que vem implantar residência em enfermagem e odontologia, sendo que na área de enfermagem uma parte tem a perspectiva da residência multiprofissional em saúde da família. Segundo Leal, já se conseguiu financiamento para o projeto, e está em processo de montagem do currículo da especialidade.

Para ele, no Acre, tem havido uma discussão mais de vanguarda em relação à atenção primária isto. “A gente tem dado passos mais largos do que o restante do país nesta perspectiva de dizer que a atenção primária é uma coisa muito importante. Tem tanta importância quanto a assistência hospitalar, a assistência de nível terciário, e as cirurgias de alta complexidade”.

Escrito por EDSON AMORIM às 22h58
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SAÚDE EM DIA - TRACOMA

Tracoma

O tracoma continua a ser uma das doenças de maior disseminação no mundo. A Organização Mundial de Saúde estima a existência de 146 milhões de pessoas com o tracoma no mundo, dos quais 5,9 milhões são cegos.

O tracoma é reconhecido milenarmente como uma importante causa de cegueira. Referências a sua ocorrência foram encontradas desde os primeiros registros humanos, em diferentes civilizações e momentos históricos, tais como na China (século XXVII A.C.), Suméria (século XXI A.C.), Egito (século XIX A.C.), Grécia (século V A.C.) e Roma (século I A.C.).

Na Idade Média a doença era abundante no Mundo Islâmico e na Grécia. Com as guerras e as grandes migrações, o tracoma foi trazido para o restante da Europa, onde tornou-se endêmico. A partir da Europa, foi trazido pela colonização para o Continente Americano. Na segunda metade do século XIX e início do século XX, o tracoma achava-se amplamente disseminado em todo o mundo. No decorrer do século XX, com a melhoria das condições de vida, conseqüente, à industrialização e ao desenvolvimento econômico, desapareceu da Europa, América do Norte e Japão.

No entanto, o tracoma continua a ser um importante problema de saúde pública, enquanto causa de morbidade, deficiência visual e cegueira em grande parte dos países subdesenvolvidos, principalmente na África, Oriente Médio, subcontinente Indiano e Sudoeste da Ásia. O tracoma ainda existe também, em menores proporções na América Latina e Oceania.

O TRACOMA NO BRASIL

O tracoma não existia entre as populações nativas do Continente Americano. A doença foi trazida pela colonização e imigração européias. Relata-se que teria sido introduzido no Brasil a partir do século XVIII, no Nordeste, com a deportação dos ciganos que haviam sido expulsos de Portugal e se estabelecido nas Províncias do Ceará e Maranhão, constituindo-se então os primeiros "focos" de tracoma no país, dos quais o mais famoso foi o "foco do Cariri", no sul do atual Estado do Ceará. Além do "foco do Nordeste", outros dois "focos" teriam contribuído decisivamente para a disseminação do tracoma no país, os "focos de São Paulo e Rio Grande do Sul", que teriam se iniciado com a intensificação da imigração européia para esses dois Estados, a partir da segunda metade do século XIX. Com a expansão da fronteira agrícola em direção ao oeste, o tracoma foi disseminando-se e tornou-se endêmico em praticamente todo o Brasil, sendo encontrado hoje em todo o território nacional.

A primeira medida de controle do tracoma adotada no Brasil foi de iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, que em 1904 proibiu a entrada de imigrantes com tracoma no porto de Santos, a exemplo do que era feito nos Estados Unidos. Esta medida, porém, teve vida curta. A pressão dos fazendeiros de café, que necessitavam da mão de obra imigrante, acabou por derrubar a proibição, substituindo-a por uma multa para o dono do navio que trouxesse imigrantes com tracoma. Em 1906, inicia-se em São Paulo a primeira "Campanha Contra o Tracoma" realizada no país, e em 1914 começam a ser instalados, também em São Paulo, os primeiros serviços especializados em tracoma, os "Postos Anti-tracomatosos".

Em nível nacional, a primeira medida de controle do tracoma foi em 1923, quando foi decretado o "Regulamento do Departamento Nacional de Saúde Pública" e foi justamente a proibição do desembarque de imigrantes com tracoma, medida esta que, naquele momento, já era totalmente inócua, pois o mesmo encontrava-se amplamente disseminado no país, e não mais dependia da imigração para sua manutenção.

A partir de 1938, o Estado de São Paulo iniciou a implantação de uma rede de serviços especializados em tracoma, os "Dispensários do Tracoma". Esta rede chegou a ter mais de 200 unidades, cobrindo quase a totalidade do Estado, e foi extinta em 1969. Pouco depois, no início da década de setenta, o tracoma foi considerado erradicado no Estado de São Paulo, sendo que em 1978, na implantação do Sistema de Vigilância Epidemiológica no Estado de São Paulo, o tracoma não foi incluído no elenco de doenças de notificação compulsória.

No início da década de 80 houve aparecimento de casos de tracoma em Bebedouro, município do interior do Estado de São Paulo, o que gerou várias medidas de controle inclusive pesquisas para confirmação da doença.

Foram realizadas diversas investigações em municípios do Estado de São Paulo onde a prevalência encontrada variou de 1,5% em Franco da Rocha (1989), 9,6% em Guaraci (1989) e 18,6% em crianças menores de 10 anos na área rural de Bebedouro (1986).

No Brasil enquanto um todo, o Governo Federal iniciou em 1943 a realização da "Campanha Federal Contra o Tracoma", por iniciativa do Departamento Nacional de Saúde Pública. Esta Campanha foi incorporada ao "Departamento Nacional de Endemias Rurais - DENERu", quando da sua criação em 1956, e posteriormente à SUCAM (Superintendência Nacional de Campanhas de Saúde Pública), criada em 1970. Em 1990, as atividades de controle do tracoma passaram a fazer parte das atribuições da Fundação Nacional de Saúde - FNS.

O ciclo de desenvolvimento econômico iniciado nos anos cinqüenta e que perdura até o "milagre econômico" dos anos setenta teve um profundo impacto na ocorrência do tracoma no Brasil. Observou-se uma diminuição acentuada no número de casos detectados em todo o país, e chegou-se mesmo a considerar que o tracoma havia sido erradicado em alguns estados, como em São Paulo.

Entretanto a história não é bem essa. Em que pese a ocorrência real de uma diminuição acentuada na prevalência e incidência do tracoma em nível nacional, a doença continuou a existir, acometendo majoritariamente as populações mais carentes e desassistidas de todo o país, inclusive nas grandes metrópoles. As ações de vigilância epidemiológica do tracoma, que foram retomadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, por exemplo, já detectaram a endemia em mais de 150 municípios do Estado.

Alguns municípios apresentam altíssimos coeficientes de prevalência, e continuam a ocorrer complicações e seqüelas.

O mito da erradicação teve outros reflexos importantes. Durante as últimas décadas, o diagnóstico do tracoma deixou de ser feito, por falta de capacitação dos médicos, inclusive dos oftalmologistas, devido a falta de contato com pacientes com tracoma, ou ignorância do diagnóstico.

Deve ser ressaltado que, na formação de médicos e especialmente de oftalmologistas, pouca atenção tem sido dada em relação ao tracoma, sendo que em muitas Escolas de Medicina o mesmo continua a ser considerado erradicado.

O Ministério da Saúde, no entanto, vem mantendo as ações de controle nas regiões com maior prevalência, através da Fundação Nacional da Saúde, estando o controle da doença na Gerência Técnica Nacional de Endemias Focais.

Fonte: www.cve.saude.sp.gov.br

TRACOMA

Tracoma - Imagem Ilustrativa

O tracoma é uma afecção inflamatória crônica da conjuntiva e da córnea, uma ceratoconjuntivite crônica palpebral recidivante que, em decorrência das infecções repetidas, pode levar a cicatrizes na conjuntiva palpebral. Em casos mais graves evoluem para seqüelas, provocando lesões corneanas importantes e podendo produzir cegueira.

AGENTE ETIOLÓGICO

O agente etiológico do tracoma é a Chlamydia trachomatis, uma bactéria de aproximadamente 200 a 300 milimicra, GRAM (-), de vida obrigatoriamente intracelular. Apresenta um tropismo pelas células epiteliais, onde se instala e se multiplica, formando inclusões citoplasmáticas.

Além do tracoma, a Chlamydia trachomatis é responsável pela conjuntivite de inclusão, pelo linfogranuloma venéreo e por outros quadros de doenças sexualmente transmissíveis.

FONTE DE INFECÇÃO

Homem com infecção ativa. As infecções clamidianas são limitadas às superfícies mucosas de humanos.

RESERVATÓRIO

Indivíduos até 10 anos de idade com infecção ativa são considerados o maior reservatório de transmissão da doença em uma comunidade. Crianças com tracoma também podem portar C. trachomatis nos tratos respiratório e gastrintestinal. Não há reservatório animal do tracoma e a Clamídia sobrevive mal fora do hospedeiro humano.

MODO DE TRANSMISSÃO

A transmissão da doença ocorre de forma direta, de olho para olho, ou de forma indireta, através de objetos contaminados. Os insetos podem atuar como vetores mecânicos, em especial a mosca doméstica e a mosca Hippelates sp (lambe-olhos).

PERÍODO DE INCUBAÇÃO

Em média de 5 a 12 dias.

PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE

A doença é transmissível enquanto persistirem as lesões ativas da conjuntiva.

A infectividade é maior no início da doença e quando coexiste infecção.

SUSCETIBILIDADE

Todos indivíduos são suscetíveis à doença, sendo que crianças reinfectam-se com maior freqüência dependendo das condições do meio.

A resposta imune celular é considerada necessária para a cura da infecção, mas provavelmente também contribuí para o desenvolvimento das lesões conjuntivais cicatriciais.

Escrito por EDSON AMORIM às 21h20
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SAÚDE EM DIA - SINTOMAS E TRATAMENTOS

Tracoma

O tracoma (conjuntivite granular, oftalmia egípcia) é uma infecção prolongada da conjuntiva causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. O tracoma é comum nas partes pobres dos países quentes e secos do Mediterrâneo e no Extremo Oriente. Ocasionalmente, o tracoma ocorre entre os americanos nativos e entre os indivíduos que habitam as áreas montanhosas do sul dos Estados Unidos. O tracoma é contagioso em seus estágios iniciais e pode ser transmitido através do contato entre a mão e o olho, por certas moscas ou por objetos contaminados (p.ex., toalhas e lenços).

Sintomas e Tratamento

Nos estágios iniciais da doença, a conjuntiva torna-se inflamada, hiperemiada e irritada, ao mesmo tempo que surge uma secreção. Nos estágios mais avançados, a conjuntiva e a córnea apresentam cicatrizes, fazendo com que os cílios virem para o interior e a visão seja comprometida.

Quando existe uma suspeita de tracoma, o médico realiza um swab ou um raspado da área para obter uma amostra, a qual é enviada ao laboratório, onde o microrganismo infectante é identificado. O tratamento consiste na aplicação de pomadas antibióticas contendo tetraciclina ou eritromicina durante 4 a 6 semanas. Alternativamente, esses antibióticos podem ser administrados pela via oral. Quando o tracoma causa deformidades palpebrais, conjuntivais ou corneanas, a cirurgia pode ser necessária.

Fonte: www.msd-brazil.com

Tracoma

Histórico

As primeiras referências ao tracoma foram encontradas na China, no Século 27 a.C..Também foram relata-dos casos na Suméria (Século 21 a.C.), no Egito (Século 19 a.C.), na Grécia (Século 4.º a.C.) e em Roma (Século 1.º a.C.). Na Idade Média, a doença era muito comum no mundo islâmico e na Grécia. Com as guerras e as grandes migrações, disseminou-se no restante da Europa, onde se tornou endêmica. Com a colonização européia, o tracoma se espalhou no continente americano e na segunda metade do Século 19 já era encontrado no mundo todo. A bactéria Chlamydia trachomatis foi descrita pela primeira vez em 1907. Com a melhoria das condições de vida durante o Século 20, desapareceu da Europa, da América do Norte e do Japão.

A doença foi introduzida no Brasil, a partir do Século 18, no Nordeste, onde se estabeleceram os primeiros focos de tracoma no País, sendo o mais famoso o foco do Cariri, no sul do Ceará. Os focos de São Paulo e Rio Grande do Sul, que surgiram com o aumento da imigração européia para esses dois estados, a partir da segunda metade do Século 19, também contribuíram para a disseminação da doença no País. A expansão da fronteira agrícola em direção ao oeste foi fator determinante para que o tracoma se espalhasse em praticamente todo o Brasil.

O que é?

Infecção que afeta os olhos e, se não for tratada, pode causar cicatrizes nas pálpebras e cegueira.

Qual ao agente envolvido?

Bactéria Chlamydia trachomatis.

Quais os sintomas?

Lacrimejamento, sensação de corpo estranho, prurido, hipersensibilidade à luz. Em muitos casos, é assim-tomático, isto é, sem a presença de sintomas ou sinais da infecção, principalmente entre as crianças pe-quenas.

A ocorrência de repetidos episódios infecciosos graves ocasiona a formação de cicatrizes na parte interna das pálpebras superior, cada vez mais extensas. Elas podem provocar a distorção da pálpebra superior (en-trópio), fazendo com que os cílios invertidos toquem no globo ocular. A alteração pode causar lesões na córnea e conseqüente opacidade, o que pode levar a graus variados de diminuição de capacidade visual e cegueira, além de provocar dores constantes e intensa sensibilidade à luz.

Como se transmite?

Pelo contato direto com secreções dos olhos, do nariz e da garganta de pessoas infectadas ou com objetos que tiveram contato com as secreções, como toalhas, fronhas e lençóis. Alguns insetos, como a mosca do-méstica, também podem servir de transmissores do agente causador.

Como tratar?

O tratamento é feito com o uso de antibióticos orais ou em forma de pomadas oftálmicas ou colírios. A cirur-gia corretiva é indicada quando há deformidade nas pálpebras que possa afetar a visão.

Como se prevenir?

A adoção de hábitos de higiene adequados, como o de lavar regularmente o rosto das crianças, e o uso in-dividual de objetos pessoais, como toalhas, fronhas e lençóis, são importantes para evitar a transmissão da doença. Boas condições sanitárias, a destinação adequada do lixo e o acesso ao abastecimento de água também são ações importantes para o controle do tracoma.

Situação da doença no Brasil

As baixas condições sócio-econômicas e ambientais são fatores de risco claramente associados à sua ocorrência, além das correntes migratórias que facilitam a disseminação da doença. Entre 1974 e 1976, foi reali-zada a última investigação nacional para avaliar a situação do agravo. Constatou-se, então, que Pará (26,2%), Roraima (14,6%) e Paraíba (14,0%), seguidos de Sergipe (10,4%), Piauí (10,4%), Maranhão (9,8%), Amapá (9,5%) e Pernambuco (9,3%), são as unidades federativas que apresentaram uma proporção maior de casos. Com o objetivo de atualizar as informações sobre a prevalência e a distribuição do a-gravo no País, o Ministério da Saúde vem desenvolvendo, a partir de 2002, um Inquérito Epidemiológico de Tracoma em Escolares, em municípios com índice de desenvolvimento humano -IDH-M menor que a média nacional. Os dados preliminares do referido inquérito realizado nos estados de São Paulo, Tocantins, Rio Grande do Norte, Ceará, Paraná, Paraíba, Acre, Bahia, Sergipe, Espírito Santo, Roraima, Rio Grande do Sul, Piauí, Goiás, Santa Catarina e Alagoas revelam prevalências estaduais entre 3,8% e 7,9%, com taxas de detecção em alguns municípios acima de 20%.

Nos doze estados que realizaram atividades de busca ativa de casos nos anos 2003 e 2004, totalizando 495.000 examinados, foram detectados 22.000 casos positivos e uma prevalência nacional em torno de 4,4%. Mesmo que os dados apontem para a ocorrência de uma diminuição da prevalência do tracoma comparado com dados de meados do século passado, a doença continua a existir, com uma distribuição universal, com altas prevalências em algumas áreas, acometendo principalmente as populações mais ca-rentes do país, inclusive nas periferias das grandes metrópoles, áreas rurais e periferia urbana de médias e pequenas cidades e em algumas áreas indígenas pesquisadas recentemente.

Ao analisar os resultados iniciais do inquérito, é possível considerar dois aspectos em relação ao agravo: o primeiro, a sua permanência como uma doença com indicadores de média a alta prevalência presentes em todas as regiões do país; e o segundo, a presença de altas prevalências em áreas antes consideradas não endêmicas. As condições sócio-econômicas ruins, associadas à persistência de focos conhecidos da doença em vários municípios, apontam para uma disseminação muito mais ampla do que antes se avaliava. O longo período de tempo que separa as formas agudas, em geral oligossintomáticas, das formas graves com comprometimento visual, pode induzir a uma falsa minimização da transcendência da doença. Portanto, é necessário salientar que a não realização da vigilância do agravo no controle das formas agudas pode resultar em um aumento na ocorrência de formas graves no futuro.

A meta da OMS é eliminar o tracoma como causa de cegueira no mundo até o ano 2020. Neste sentido, é preciso organizar uma estrutura de vigilância para monitoramento do agravo, tratamento com antibiótico dos casos inflamatórios e tratamento em massa quando registradas áreas com prevalências de tracoma inflamatório acima de 10%, em crianças de 5 a 9 anos e referência hospitalar/ambulatorial para a realização de cirurgias de entrópio/triquíase tracomatosa nos estados e municípios.

Fonte: portal.saude.gov.br

Tracoma

Tracoma é uma doença oftálmica altamente contagiosa, de etiologia bacteriana, causadora de comprometimentos na córnea e na conjuntiva. Provoca fotofobia, dor e lacrimejamento, podendo levar à cegueira.

É causada pela bactéria Chlamydia trachomatis e é transmitida por contacto directo com os olhos, nariz e secreções bucais de indivívuos afectados, ou então através de objectos que tiveram em contacto com essas secreções.

Esta oftalmopatia é de natureza crônica.

Sintomas

A bactéria possui um período de incubação de 5 a 12 dias, depois dos quais e indivíduo apresenta sintomas de conjuntivite ou irritação ocular.

Outros sintomas incluem

  • Corrimento ocular
  • Pálpebras inchadas
  • Triquíase

Inchaço dos nódulos linfáticos junto aos ouvidos

Prognóstico

Se não for tratada adequadamente com antibióticos orais, os sintomas poderão escalar e causar cegueira, resultado da ulceração e cicatrização da córnea. A cirurgia também pode ser necessária para tratar de deformações das pálpebras.

História

A doença é uma das mais antigas patologia oculares conhecidas, tendo sido identificada tão cedo quanto 27 d.C. A maioria das pessoas infectadas vive primariamente em países subdesenvolvidos e pobres de África, do Médio Oriente e da Ásia.

A doença pode ser efectivamente tratada com antibióticos e prevenida através de higiene adequada e meios educativos. É também importante evitar o contacto de indivíduos infectados com indivíduos sãos.

Fonte: pt.wikipedia.org

Tracoma

O tracoma é uma afecção inflamatória crônica da conjuntiva e da córnea, uma ceratoconjuntivite crônica palpebral recidivante que em decorrência das infecções repetidas pode levar a cicatrizes na conjuntiva palpebral. Em casos mais graves evoluem para seqüelas, provocando lesões corneanas importantes, podendo produzir cegueira.

AGENTE ETIOLÓGICO

O agente etiológico do tracoma é a Chlamydia trachomatis, uma bactéria de aproximadamente 200 a 300 milimicra, GRAM (-), de vida obrigatoriamente intracelular. Apresenta um tropismo pelas células epiteliais, onde se instala e se multiplica, formando inclusões citoplasmáticas.

Além do tracoma, a Chlamydia trachomatis é responsável pela conjuntivite de inclusão, pelo linfogranuloma venéreo e por outros quadros de doenças sexualmente transmissíveis.

FONTE DE INFECÇÃO

Homem com infecção ativa. As infecções clamidianas são limitadas às superfícies mucosas de humanos.

MODO DE TRANSMISSÃO

A transmissão da doença ocorre de forma direta, de olho para olho, ou de forma indireta, através de objetos contaminados.

Os insetos podem atuar como vetores mecânicos, em especial a mosca domestica e a mosca Hippelates sp (lambe-olhos) de importância em algumas regiões.

PERÍODO DE INCUBAÇÃO

Em média de 5 a 12 dias.

PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE

A doença é transmissível enquanto persistirem as lesões ativas da conjuntiva. A infectividade é maior no início da doença e quando coexistem infecções bacterianas agudas ou crônicas.

SUSCETIBILIDADE

Todos indivíduos são suscetíveis à doença, sendo que crianças reinfectam-se com maior freqüência dependendo das condições do meio.

A resposta imune celular é considerada necessária para a cura da infecção, mas provavelmente, também contribuí para o desenvolvimento das lesões conjuntivais cicatriciais.

Os anticorpos responsáveis pela proteção podem ser diferentes dos que causam reações deletérias. Se fosse possível estimular, especificamente, a resposta imunológica protetora então teríamos uma vacina de tracoma eficaz.

Fonte: www.ribeiraopreto.sp.gov.br

Tracoma

O tracoma continua a ser uma das doenças de maior disseminação no mundo. A Organização Mundial de Saúde estima a existência de 146 milhões de pessoas com o tracoma no mundo, dos quais 5,9 milhões são cegos.

O tracoma é reconhecido milenarmente como uma importante causa de cegueira. Referências a sua ocorrência foram encontradas desde os primeiros registros humanos, em diferentes civilizações e momentos históricos, tais como na China (século XXVII A.C.), Suméria (século XXI A.C.), Egito (século XIX A.C.), Grécia (século V A.C.) e Roma (século I A.C.).

Na Idade Média a doença era abundante no Mundo Islâmico e na Grécia. Com as guerras e as grandes migrações, o tracoma foi trazido para o restante da Europa, onde tornou-se endêmico. A partir da Europa, foi trazido pela colonização para o Continente Americano. Na segunda metade do século XIX e início do século XX, o tracoma achava-se amplamente disseminado em todo o mundo. No decorrer do século XX, com a melhoria das condições de vida, conseqüente, à industrialização e ao desenvolvimento econômico, desapareceu da Europa, América do Norte e Japão.

No entanto, o tracoma continua a ser um importante problema de saúde pública, enquanto causa de morbidade, deficiência visual e cegueira em grande parte dos países subdesenvolvidos, principalmente na África, Oriente Médio, subcontinente Indiano e Sudoeste da Ásia. O tracoma ainda existe também, em menores proporções na América Latina e Oceania.

Escrito por EDSON AMORIM às 21h15
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